SP registra o maior número de desemprego dos últimos 12 anos

São Paulo sempre foi a “capital brasileira do emprego”, sempre foi sinônimo de possibilidade de emprego à curto prazo. Muitas pessoas sempre migraram de várias regiões do país para a cidade de São Paulo, com o intuito de conseguirem arrumar um emprego. Ao longo dos anos essa realidade foi mudando e muitas áreas que sempre foram carro-chefe em números de contratação como a indústria e a construção civil, tiveram grandes quedas ainda mais impulsionadas por essa crise que ainda assola.

Foram revelados nesta quarta-feira, 29 de março, segundo dados do PED (Pesquisa de Emprego e Desemprego) relativos ao mês de janeiro e fevereiro de 2017, divulgados pelo Dieese e Fundação Seade, São Paulo teve um aumento em número de desemprego atingindo 0,8%, o maior nível para este período desde 2005. O mês de janeiro registrou 17,1% chegando a 17,9% no final do mês de Fevereiro. Um dos grandes motivos para esse aumento no número de desemprego na cidade de São Paulo, é relativo ao mês de novembro e dezembro, que tem um grande aumento em número de contratações de vagas temporárias para atender principalmente o comércio neste período de final de ano.

Neste período houve redução no número de ocupações (-0,4%) com o PEA (População Economicamente Ativa) em (0,5%). O comércio junto ao setor de serviços de reparo para veículos motorizados, tiveram um aumento de 2,2% chegando a 38 mil novas vagas de emprego. A construção civil também teve um aumento em número de vagas de emprego de 1,2% fechando o período da pesquisa em 7 mil vagas criadas.

Em janeiro de 2017, o número de ocupados chegou a 9,130 milhões de pessoas sofrendo uma queda e fechando o mês seguinte em 9,091 milhões. São dados com forte ruptura de crescimento, ao comparar janeiro e fevereiro, o mês de janeiro alcançou 14,1% e fevereiro fechou em 14,8% no número de desemprego aberto (quando uma pessoa procurou trabalho com registro em carteira nos últimos 30 dias). Saltou de 3,0% em janeiro chegando a 3,1% em fevereiro em número de desemprego oculto (quando não existe perspectivas por parte do empregador e do empregado, de dar continuidade ao emprego de forma efetiva). Isso acontece quando há uma baixa perspectiva das pessoas com relação ao mercado de emprego e devido as condições precárias que muitos empregos oferecem.

Segundo dados do Dieese e do Seade para está mesma pesquisa, a cidade de São Paulo demonstra um número de desempregados de 1,982 milhão de habitantes para o mês de fevereiro em comparação a 1,883 milhão para o mês de janeiro. O número de trabalhadores autônomos formais e informais, representaram um aumento de 1,3%. Em relação ao crescimento médio real medido pelo Dieese e Seade, a queda foi de 3,7% no período entre os meses de dezembro e janeiro para os ocupados.