Setor público teve superávit primário em abril: Marcio Alaor, do BMG, cita dados

O setor público teve um superávit primário de 12,9 bilhões de reais em abril. No acumulado de 2017, o resultado é positivo em R$ 15,10 bilhões. No entanto, a previsão para todo o ano é de um déficit primário de mais de R$ 143 bilhões.

Desde que o Brasil entrou em recessão econômica, as contas públicas têm apresentado dados extremamente instáveis, inclusive com resultados bastante negativos em alguns meses. Nesse sentido, de acordo com o que cita o executivo Marcio Alaor do Grupo BMG, os meses de março e abril de 2017 exemplificam esse cenário de maneira bastante clara.

Isso porque, enquanto no terceiro mês do ano houve um déficit de 11,04 bilhões de reais, abril apresentou um superávit primário de R$ 12,9 bilhões. Ou seja, a disparidade entre os dados das contas públicas entre esses dois meses foi de quase R$ 24 bilhões. É importante destacar que esses números se referem ao setor público consolidado, que engloba o Governo Central, os Estados, os municípios e as empresas estatais (Eletrobras e Petrobras são exceções).

O superávit de 12,908 bilhões de reais obtido em abril representou o melhor dado para o quarto mês do ano desde 2015, sendo que a série histórica desse índice teve seu início no último mês de 2001, reporta Marcio Alaor, do BMG.

O executivo do Grupo BMG noticia ainda que, na comparação entre os resultados apresentados em abril de 2017 com aqueles observados no mesmo período do ano anterior, há uma relativa semelhança, pois no quarto mês de 2016 as contas do setor público consolidado tiveram um superávit primário de 10,18 bilhões de reais. Já em relação ao acumulado dos últimos 12 meses até abril deste ano, os dados são bastante negativos, com um déficit primário de mais de R$ 145 bilhões.

Na análise dos resultados de abril de 2017 levando em conta todos os setores que compõem as contas públicas, Marcio Alaor do BMG, informa que o Governo Central, que abarca o Tesouro, o Grupo Central e o INSS, foi o que teve o melhor dado, com um superávit de 11,45 bilhões de reais. Em seguida, com um valor positivo de R$ 867 milhões, aparecem os governos regionais, que englobam os Estados e os municípios.

O terceiro melhor resultado foi dos Estados, que registraram um superávit de 828 milhões de reais. Por sua vez, as empresas estatais tiveram um saldo positivo de R$ 590 milhões no quarto mês de 2017, enquanto que os municípios obtiveram um superávit primário de R$ 39 milhões.

No acumulado dos quatro primeiros meses de 2017, de acordo com o que reporta o executivo do Grupo BMG, Marcio Alaor, as contas do setor público apresentam um superávit primário de 15,10 bilhões de reais, o que representa 0,72% do PIB (Produto Interno Bruto). Em igual período de 2016, também havia superávit, porém, bem menor, apenas R$ 4,41 bilhões (0,22% do PIB), destaca o executivo do Grupo BMG.

As projeções do Grupo Central apontam para um déficit primário de R$ 143,1 bilhões este ano, o que está inclusive presente na LDO (Lei de Diretrizes Orçamentarias), cita Marcio Alaor o BMG. Segundo o que também noticia o executivo do BMG, Marcio Alaor, esse dado extremamente negativo previsto para 2017 já leva em conta o provável rombo apresentado pelo Governo Central no ano, que deve chegar a 139 bilhões de reais.