Segundo especialistas, setor de venda de automóveis deve se recuperar mais lentamente da crise

A retomada de crescimento do consumo, ainda que lenta, já é esperada com segurança por diversos especialistas e analistas econômicos. Apesar da boa notícia para o comércio em geral, o setor de automóveis enfrentará algumas dificuldades nesse processo, que o levarão a ser um dos últimos a se recuperar da crise econômica. Para que a venda de automóveis e carros comerciais leves alcance um patamar similar ao de 2012, quando o setor comercializou cerca de 3,634 milhões de unidades, será preciso esperar até 2025, segundo as previsões.

Conforme explica Raphael Galante, consultor da empresa Oikonomia, vários fatores presentes atrapalham o crescimento do ramo de veículos. O fato de a renda do consumidor não ter subido e ter sofrido uma queda real, somado aos juros altos e aos prazos menores de financiamento, acabou por deixar a prestação do veículo novo mais cara, desestimulando o consumo e impedindo um desempenho melhor do setor.

Galante afirma ser possível um pequeno crescimento e estabilidade somente após 2017, tendo em vista a alta de desemprego esperada para o primeiro semestre do ano. Um aquecimento significativo, para ele, deverá acontecer apenas em 2018, ainda que muito distante das vendas recordes de 2012.

A Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos (Anfavea) ainda não apresentou uma estimativa oficial para as vendas de 2017, mas o esperado é um aumento significativo, cerca de um dígito, para as vendas do próximo ano.

Planos de Saúde

Para o setor comercial de planos de saúde, na projeção da Associação Brasileira de Medicina de Grupo, a Abramge, em 2017 é esperado um cenário estável em relação ao número de beneficiários. Já no que diz respeito a um crescimento real do segmento, a previsão é de que ocorra apenas em 2018.

Conforme esclarece o diretor executivo da Abramge, Antonio Abbatepaolo, a variação da taxa de emprego reflete muito neste setor, que possui 80 % da receita em planos de saúde empresariais. Segundo o diretor da Abramge, houve uma perda superior a 2 milhões de beneficiários durante os anos de 2015 e 2016.

Já para uma possível repetição do número recorde do setor, que é o de 50,5 milhões de beneficiários de planos de saúde em 2014, as análises apontam somente para 2020, situação um pouco melhor se comparada com a previsão do setor automobilístico, que é para 2025.

Saiba mais: http://glo.bo/2gXxA7N