Refrigeração potencializou comércio e melhorou a vida doméstica

É difícil imaginar como seria a vida de alguém que não pudesse armazenar os seus alimentos para refrigerá-los e assim não estragar, no entanto, a humanidade conseguiu sobreviver muito tempo sem a conhecida geladeira.

Quando a temperatura chega a 25 graus Celsius, o peixe e a carne resistem a algumas horas sem estragar fora da geladeira, enquanto as frutas podem apodrecer em questão de dias.

Somente em 1910 os primeiros refrigeradores para uso doméstico foram inventados, não é por acaso que a geladeira está entre os 50 objetos mais importantes da economia moderna.

Em 1870 a falta de uma geladeira gerou um problema para ser resolvido. O marinheiro americano Lorenzo Dow Baker, estava voltando de uma viagem de barco à América do Sul quando a embarcação teve problemas, então foi necessário fazer uma parada de emergência na Jamaica. Aproveitando o destino, o marinheiro comprou bananas para revendê-las onde morava na Nova Inglaterra, nordeste dos Estados Unidos, apesar da possibilidade de lucro, ele sabia do risco de apodrecimento que tinha se as bananas demorassem para chegar no destino.

Depois de chegar em terra firme, Baker percebeu que o investimento havia valido a pena, ele tinha conseguido vender todas as bananas e decidiu buscar mais no Caribe. As cidades de Nova York e Boston haviam gostado da fruta e queriam mais, posteriormente o marinheiro viria a fundar a grande empresa alimentícia United Fruit Company.

Apesar do lucro, o negócio ainda continuaria arriscado, a vida útil das frutas não aguentava muito tempo depois da viagem, quando chegavam na costa dos Estados Unidos, o estado das frutas era maduro demais para aguentar as longas viagens pelo país. Então a solução seria guardá-las em temperaturas mais baixas para suportarem o tempo do transporte sem amadurecer rapidamente e consequentemente conseguir um transporte maior. Então foi a partir desse problema que uma solução surgiu: navios refrigerados.

A refrigeração foi uma solução criada para otimizar o tempo de vida dos alimentos e permitir o seu transporte para o comércio. Aos poucos as soluções foram sendo aplicadas de acordo com as necessidades específicas como o comércio de carnes, conservação de sangue e órgãos para a medicina e demais itens perecíveis.