Quatro aeroportos brasileiros são privatizados por 25 e 30 anos

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Quatro aeroportos brasileiros tiveram suas concessões de administração atribuídas a três empresas estrangeiras. Os aeroportos de Florianópolis (SC), Fortaleza (CE), Florianópolis (SC), Porto Alegre (RS) e Salvador (BA) serão administrados por empresas europeias pelo prazo que varia de 25 a 30 anos.

O leilão

O leilão, realizado nesta quinta-feira (16) em São Paulo arrecadou um total de R$ 3,72 bilhões, durante todo o período da concessão. O montante está 23% acima do valor antes esperado pelo governo, que era de R$ 3,014 bilhões.

A disputa foi um pouco acirrada, uma vez que houve propostas para os quatro aeroportos citados com concorrência de três empresas. Entre as exigências às empresas vencedoras estão o pagamento à vista de 25% do valor total do valor acertado. O restante será pago durante o período de concessão.

As vencedoras

O aeroporto de Fortaleza será cedido a empresa alemã Fraport, que já atua em 9 aeroportos, dos quais destaca – se o de Frankfurt. Além dele, a operadora administra aeroportos em todos os continentes, que ao todo, registram tráfego anual de mais de 99 milhões de passageiros. O valor pago pela entrada foi de R$ 425 milhões de entrada;

O aeroporto de Porto alegre (RS) também ficou com a Fraport. A empresa pagou R$ 290 milhões, com um ágio de 835%.

A empresa francesa Vinci ficou com o aeroporto de Salvador. Com participação em 35 aeroportos em todo mundo, a Vinci pagou R$ 660 milhões pela concessão, com ágio 113%.

A empresa já está presente no Brasil atuando no campo de geração e distribuição de energia elétrica por meio de seu braço de energia – a Vinci Energies com atuação no Rio de Janeiro.

O aeroporto de Florianópolis será administrado pela empresa suíça Zurich, a qual desembolsou R$ 83 milhões; ágio de 58%. A Flughafen Zürich já administra outros aeroportos como o maior aeroporto da Suíça, em Zurique, que registra circulação de 25 milhões de passageiros anualmente.

Quanto foi arrecadado

O valor a ser arrecadado será de R$ 3,720 bilhões por conta do ágio de entrada. A estimativa era de R$ 3 bilhões. Além do ganho financeiro, espera – se uma melhora da qualidade dos serviços prestados na estrutura dos aeroportos.

São empresas atuantes no segmento e que já tem experiência em aeroportos com maior circulação, o que deve compreender maior agilidade nas operações. Vale ressaltar que as empresas brasileiras não participaram dos leilões atuais mesmo participando dos anteriores. entre os motivos estão a pouca tradição no segmento e falta de recursos financeiros.

As empresas assumiram o compromisso de ampliar os pátios das aeronaves, os terminais e áreas comuns como o estacionamento. As melhorias já devem ser executadas no curto prazo, a exemplo do banheiro, iluminação, ar – condicionado, além de oferecer internet grátis.