Portos da Região Norte surgem como solução para escoamento da produção agrícola

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O setor agrícola vive a expectativa de mais uma safra de grãos recorde em 2017. Embora a notícia seja boa, ela traz de volta à cena discussões sobre o esgotamento cada vez mais evidente dos portos das Regiões Sudeste e Sul para escoarem tudo que é produzido pelo setor agrário brasileiro.

Na busca de soluções que ajudem a aliviar as instalações mais sobrecarregadas do país, surgem como opção os terminais da Região Norte.

Apesar de fazer sentido, a implementação da ideia exigirá que sejam feitos investimentos financeiros significativos destinados à aquisição de equipamentos, à adaptação de instalações e à restauração das vias terrestres de acesso aos pontos de carregamento.

A falta de condições logísticas adequadas observada atualmente é o entrave imediato para que a transição imaginada aconteça. Isso significa que os aportes dos recursos necessários deverão ser feitos antes que qualquer mudança objetiva seja vista.

Para os prováveis beneficiários da migração das operações portuárias em direção à fronteira mais ao norte, a expectativa é grande e positiva. As unidades da federação que deverão receber os aportes, caso eles, de fato, venham a acontecer, serão Rondônia, Amazonas, Amapá, Pará e Maranhão.

Esses cinco Estados, além de pertencerem à mesma região do país, têm em comum o baixo Índice de Desenvolvimento Humano – IDH. Espera-se que, como corolário dos futuros investimentos, seja observado aumento na qualidade de vida das populações que residem nas áreas que receberão os investimentos, com reflexos diretos na mitigação dos problemas hoje existentes nos sistemas de saúde e de educação.

As promessas de destinação de recursos têm sido feitas tanto por parte de autoridades públicas quanto pela iniciativa privada. Comenta-se que nos próximos cinco anos sairão do papel vários projetos inovadores que preveem a realização de grandes obras de pavimentação e duplicação de rodovias, recuperação de ferrovias e hidrovias e até de construção de novos portos.

A alternativa que se mostra agora como uma saída para as dificuldades que se avizinham, há algum tempo vem sendo apontada por especialistas em logística como um caminho natural para o país, que passaria a aproveitar aquilo que é considerado uma vocação natural da Região Norte. Segundo os estudiosos do assunto, os recortes da costa setentrional brasileira são mais adequados para as manobras dos grandes navios cargueiros que fazem os transportes da produção. Igualmente importante é o fato de que a costa norte está mais próxima das rotas que levam aos maiores parceiros comerciais do Brasil.

Essa constatação realça um aspecto fundamental da questão, que diz respeito à redução dos custos envolvidos na produção. Obviamente, se o escoamento das safras ficar mais barato, os preços de nossos produtos serão mais competitivos no cenário internacional e favorecerão a manutenção de uma balança comercial superavitária.