O Monte Saint-Michel e suas marés

Quando a maré sobe, o Monte Saint-Michel se transforma numa ilha. Isso acontece quando a lua está cheia ou nova, mais ou menos 24 vezes por ano. O Monte possui uma abadia com mais de mil anos, que foi apelidada pelos franceses de “la merveille”, a maravilha.

Um monte sagrado ou uma Ilha? As duas coisas na verdade, de uma maneira única, que somente os seus visitantes podem presenciar. Realmente esse monte é imponente e impressionante.

Se o visitante chega quando a maré está baixa, ele pensa que nem existe mar por essa extensão, é difícil de acreditar que quando a maré sobe, cobre as terras a sua volta. O capim existente nas proximidades, acaba nascendo temperado pela água salgada, o que faz com esse capim, vire um alimento saboroso para as ovelhas que pastam ali por perto. A carne e o leite que são fornecidos desses animais, acabam tendo um sabor especial, conhecido como pré-salgado.

Quando este fenômeno está para acontecer, aventureiros aproveitam para conhecer a pé o extenso areal, parecendo difícil de acreditar que em poucas horas, o cenário vai mudar totalmente.

Quando a maré começa a subir,  sabemos que o Monte Saint-Michel  vai virar uma ilha, ficando completamente alagado.

Quando o vento fica mais forte, a maré sobe ainda mais rápido e quando voltamos ao local, onde tudo estava seco antes, a maré já cobriu tudo com suas águas. Essa movimentação de águas e marés, transformam esse fenômeno, em momentos únicos da natureza.

O biólogo Patrick Desgué explica que esse fenômeno acontece, devido a atração da lua e do sol sobre a água que está sobre a terra, provocando assim esse alagamento.

É emocionante ver o Monte Saint-Michel à noite, parecendo uma preciosa joia. De dia, esta pequena cidade medieval nos leva para uma época antiga.Se antigamente, suas pequenas ruas eram percorridas por peregrinos, hoje em dia, cerca de 2,5 milhões de turistas por ano, visitam o monte, com suas casas de pedra e telhados de xisto. Existem muitas histórias nesses quase dez séculos de existência do monte.

Também encontramos ali, o irresistível omelete suflé, um prato tradicional do monte, cozido diretamente em um forno à vista dos clientes, e que seus cozinheiros garantem ser, o prato servido aos antigos romeiros que passavam por ali.

Quando o caminho até a abadia é feito sob o mau tempo, ele ganha um ar enigmático, levando mais ou menos meia hora. Com chuva, sua subida acaba ficando um pouco mais difícil. Ali não existem as facilidades que alguns outros monumentos possuem, como elevadores e escadas rolantes, apresentando uma estrutura de quando foi construído, em 708.

No Monte Saint-Michel não tem padaria, açougue nem escola, a vida é ditada pelos visitantes e é muito simples. Não é comparável a nenhum outro lugar. Viver ali, é como viver em uma ilha.

Mesmo para quem não tem nenhuma religião, é difícil de

negar uma emoção impregnada no ar. Os visitantes acabam envolvidos pela magia desse monte.