Novas regras para determinar a morte cerebral é estabelecida pelo Conselho

Pacientes com suspeita de morte cerebral serão tratados por seis horas no mínimo, antes de ser iniciado o protocolo que confirma ou nega a morte cerebral, determinou o Conselho Federal de Medicina.

Antes da nova regra o protocolo determinava a morte cerebral imediatamente, o que agora só pode ocorrer com no mínimo seis horas da suspeita e após esse tempo que pode se dar início aos exames de confirmação. A somatória do tempo acaba sendo de sete horas, sendo seis da observação mais uma hora de exames

As primeiras observações da morte cerebral se inicia com o coma profundo, falta de reatividade supraespinhal, apneia, presença de lesão encefálica e temperatura corporal superior a 35º graus celsius.

No Brasil houve mais de 100 mil diagnósticos de morte encefálica nos últimos 20 anos e nenhuma delas foi contestada de acordo com o Conselho.

As novas regras serão publicadas no Diário Oficial da União que irá alterar as regras atuais em vigor desde 1997.

As novas normas trazem uma segurança maior aos procedimentos de acordo com o relator da nova resolução, Hideraldo Cabeça. Além do médico neurologista, outros também estarão habilitados a fazer o diagnóstico de morte cerebral como os intensivistas, os intensivistas pediátricos, neurocirurgiões e os médicos de emergências. Um profissional de confiança também poderá ser indicado pelos familiares.

Após o período de tratamento e confirmação da morte de acordo com o documento, o paciente não poderá mais ficar no hospital com os aparelhos ligados. Anteriormente, a família tinha que dar uma posição ao médico. Se não houver possibilidades de doar os órgãos, seja pelo motivo da familia decidir ou por motivos derivados da morte, os aparelhos serão desligados após o período determinado.

As mudanças terão impactos na doação de órgãos e transplantes, que deverão aguardar a decisão da família após o período.