No Tocantins, indígenas e quilombolas receberão capacitação em gestão cultural

O Ministério da Cultura anunciou recentemente, por meio de sua assessoria de comunicação, que estão em estágio avançado as tratativas para consolidação de uma parceria com a Universidade Federal do Tocantins, por meio da qual serão oferecidos cursos presenciais a comunidades indígenas e a grupos tradicionais quilombolas. A iniciativa está inserida no Programa Nacional de Formação de Gestores e Conselheiros Culturais, que visa à capacitação de lideranças para atuação na gestão dos sistemas municipais de cultura.

Uma das estratégias que devem servir como eixo para o programa que se pretende implantar é a de desenvolvimento de centros de multiplicação de conhecimento, nos quais os membros já capacitados das comunidades beneficiárias desempenharão o papel de multiplicadores locais.

Acredita-se que essa forma de disseminação da informação recebida, fará com que o conhecimento seja apropriado mais rapidamente por uma quantidade maior de pessoas. Desse modo, a interlocução de indígenas e quilombolas com os gestores municipais será mais efetiva e, portanto, mais propensa a produzir resultados que valorizem a produção cultural desses grupos.

Se tudo acontecer conforme planejado, a primeira turma a passar pelo curso deverá reunir sessenta indígenas da etnia Krahô ainda no mês de agosto de 2017, no município de Itacajá (TO). As atividades estão previstas para durarem dois dias inteiros, com jornada de oito horas em cada um deles, nos períodos matinal e vespertino, com intervalo para o almoço.

O planejamento prevê que, na sequência, ainda sem data definida, sejam contempladas as comunidades quilombolas de Malhadinha (TO) e de Barra do Aroeira (TO). Também fazem parte do público alvo os indígenas das etnias Xerentes, Karajás e Javaés, bem como as comunidades quilombolas de Araguaína (TO), de Apinajés (TO) e do Jalapão (TO).

Essa não é a primeira vez que o Ministério da Cultura vai a campo com iniciativas desse tipo. Outros dezoito estados brasileiros já receberam programas semelhantes ao que deve funcionar no Tocantins. As avaliações feitas até aqui sugerem que os resultados obtidos têm alcançado as expectativas em relação à difusão de conhecimento e à valorização de culturas locais, o que motiva o órgão a manter o projeto ativo.