Executivo do BMG, Marcio Alaor, informa sobre o salário mínimo previsto para 2018

De acordo com o projeto da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2018, apresentado no início de abril pelos ministros do Planejamento, Dyogo Oliveira, e da Fazenda, Henrique Meirelles, o governo propôs que o salário mínimo para o ano que vem seja de R$ 979 ao mês, informa o executivo do Banco BMG, Marcio Alaor.

No momento, o salário mínimo é de R$ 937. De acordo com o ministro do Planejamento, o time econômico do governo seguiu o que diz a regra atual, através da qual a correção do salário mínimo deve ser seguindo os índices de inflação registrados no ano anterior pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), somando também a variação obtida pelo Produto Interno Bruto (PIB) nos dois últimos anos.

Nos anos de 2015 e 2016, o PIB brasileiro sofreu uma contração de 3,6% a cada ano. Isso significa que o salário mínimo para 2018 foi corrigido levando em consideração apenas a variação do IPCA de 2017, noticia Marcio Alaor, executivo do Banco BMG.

Para chegar ao valor de R$ 979 o governo levou em conta a estimativa de 4,48% para o IPCA previsto de acordo com o boletim Focus, uma pesquisa realizada entre mais de 100 instituições financeiras, que foi divulgada no final do mês de março pelo Banco Central.

Déficit primário

O projeto da Lei de Diretrizes Orçamentárias aumentou a meta de déficit primário, que é o resultado negativo nas contas do governo sem considerar o pagamento dos juros da dívida pública, em cerca de R$ 50 bilhões, aumentando assim de R$ 79 bilhões para R$ 129 bilhões no ano de 2018, reporta o executivo do Banco BMG, Marcio Alaor.

De acordo com o ministro do Planejamento e o ministro da Fazenda, a nova meta está levando em consideração a queda que ocorreu na arrecadação governamental nos anos de 2015 e de 2016 em razão da recessão econômica, a qual se manifesta de forma direta nas receitas do governo com um breve período de defasagem.

Segundo Dyogo Oliveira, no ano de 2018 ainda será possível identificar um processo de atraso da resposta dada pela receita. Nesse período, as empresas ainda vão estar somando um acúmulo de créditos fiscais devido aos prejuízos obtidos nos anos anteriores. Portanto, a recuperação prevista para a economia brasileira em 2018 ainda não conseguirá impactar de forma imediata na arrecadação, noticia o executivo do Banco BMG, Marcio Alaor. As receitas governamentais, então, ainda sofrerão com certos efeitos da recessão.

Partindo desses princípios, o ministro ressaltou que, mesmo com o crescimento previsto de 2,5% no Produto Interno Bruto do Brasil para o ano que vem, a arrecadação federal vai demorar mais um pouco para se recuperar. O ministério do Planejamento espera que, a partir de 2019, o governo comece a obter uma recuperação em sua receita, mas ainda sem alcançar os níveis obtidos em 2011, quando a receita conseguiu ser dois pontos percentuais do PIB a mais do que se encontra atualmente, informa Marcio Alaor, do BMG.