“Excesso de voluntarismo” entre espanhóis, leva a recusa de bombeiros

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A preocupação quanto ao excesso de voluntários resultou na recusa de 60 bombeiros espanhóis, segundo notícia do El Correo Galego.

Constança Urbano de Sousa, ministra da Administração Interna, rebateu a notícia, justificando que “Por vezes há pessoas com excesso de voluntarismo que podem querer empenhar-se sem ter qualquer tipo de enquadramento. ” O pronunciamento foi necessário, depois que o Jornal El Correo Galego noticiou que 60 homens do corpo de bombeiros espanhol, haviam sido barrados de entrar em Portugal.

O trágico incêndio iniciou em 20 de junho de 2017, em Pedrógão Grande, na direção da cidade de Góis, este tem avançado rapidamente e deixado seu rastro de mortos, feridos e casas reduzidas às cinzas.

O fato é que em meio a essa notícia, pessoas do mundo inteiro se solidarizaram com a situação vivenciada pelas vítimas. Não foi diferente com os bombeiros espanhóis que após testemunharem o sofrimento dos sobreviventes, por meio das mídias televisivas e redes sociais.

“Foi uma sensação agridoce. Estávamos cientes da situação que estava acontecendo em Portugal, estamos prontos para intervir e ajudar as pessoas e questões burocráticas nos impediu de ir para combater um problema sério que terminou tantas vidas.” Desabafou um dos bombeiros que foi impedido de entrar em Portugal. Os bombeiros levavam consigo equipamentos de combate ao fogo, motobombas, e tanques com cerca de 30 mil litros de água.

A ministra Constança Urbano, ressaltou que o governo português estava preocupado com a segurança dos bombeiros. Segundo ela defendeu, os operacionais espanhóis desconheciam a região, fato que dificultaria o acesso ao terreno e atuaria em prejuízo da segurança destes.

O fato aconteceu devido “questões burocráticas”, como enfatizado por um dos operacionais. Visto que os bombeiros espanhóis tentaram entrar em Portugal sem autorização das autoridades portuguesas para uma prévia coordenação.

“Os bombeiros não conhecem o terreno em que vão operar”, por isso mesmo têm de ser enquadrados”, afirmou a ministra da Administração Interna.

A notícia divide opiniões e deixa a sensação de que a burocracia está acima da vida humana e abre espaço para reflexões acerca da postura adotada pelas autoridades portuguesas. De um lado estão as vítimas e do outro a posição da administração portuguesa, de que os bombeiros espanhóis, mesmo dispostos a ajudar, não poderiam servir ao país, pois implica tempo e coordenação junto às autoridades do país.