Em breve órgãos impressos em 3D serão usados em humanos

Especialistas e pesquisadores afirmaram que em pouco tempo a bioimpressao poderá ser usada para salvar inúmeras vidas e acabar com as listas de espera por um órgão compatível.

Na Espanha no ano passado, pesquisadores apresentaram uma fantástica impressora 3D capaz de produzir tecido humano. A impressora trabalha com um tecido desenvolvido pelos próprios pesquisadores espanhóis. O tecido é bem parecido com a pele humana, tendo uma camada de epiderme que serve de proteção contra o ambiente, e uma derme bem profunda que produz colágeno.

Jose Luis Jorcano um dos autores da pesquisa da Universidade Carlos III de Madrid, divulgou um vídeo no ano passado explicando que a pele produzida pela impressora é dividida em 3 módulos.

Primeiramente tudo se inicia no computador que envia os comandos para a impressora. Segundamente a impressora recebe os comandos, é nela que se encontram as biotintas, que na terceira parte começam a serem depositadas ordenadamente para a replicação do tecido.

Para criar os tecidos a impressora possui um dispositivo chamado de Sistema Integrado de Impressão de Tecido e Órgão (Itop). Através da utilização de materiais plásticos e biodegradáveis, a impressora projeta a forma do órgão desejado, mantendo as células no formato proposto.

Apesar de todas as pesquisas e estudos, e de já poderem afirmar que a pele criada é tão forte quanto a pele humana, os pesquisadores ainda não conseguem afirmar a durabilidade do tecido.

O pesquisador espanhol Luis Jorcano ainda explica que para ele existem duas funcionalidades para essa biotecnologia. A primeira, ele acredita que os tecidos impressos poderão ser usados pela indústria de medicamentos e cosméticos que fazem testes em animais. Os Tecidos podem substituir os animais nos testes, reduzindo os gastos e facilitando o processo.

A Segunda, a longo prazo seria utilizar os tecidos em transplantes de pele para pacientes que sofreram queimaduras graves. Como de certa forma os tecidos são considerados transgênicos, a pesquisa vai precisar da aprovação das agências reguladoras.

A dois anos atrás médicos nova-iorquinos salvaram a vida de um recém-nascido de apenas 2 semanas utilizando exatamente uma impressora 3D. Com o apoio financeiro de uma ONG (Mathew’s heart of hope), eles criaram uma réplica do coração do bebê se utilizando de imagens de ressonância magnética, podendo assim observa-lo de perto e saber exatamente o que fazer na cirurgia.

Já existem no mercado impressoras 3D capazes de imprimir objetos de várias formas diferentes e tamanhos. As mais modernas conseguem fazer réplicas exatas de obras arquitetônicas famosas como o Taj Mahal e o Buckingham Palace.