Demência pode ser confundida com Alzheimer

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Um novo método não evasivo para distinguir a demência do Alzheimer foi desenvolvido por cientistas da Universidade de Brescia na Itália, que podem ser facilmente confundidos em seus sintomas, porém os tratamentos são diferenciados. Os resultados foram publicados na revista científica Neurology, da Academia Americana de Neurologia.

Ao contrário do que se acreditava antigamente que a demência frontotemporal (DFT) era uma doença rara, nos dias atuais as pesquisas mostram que ela é responsável por 15% dos casos de demência, e a pesquisadora Barbara Borroni explica: “O problema é que, por causa de sua vasta gama de sintomas, a DFT é frequentemente diagnosticada de forma errada como um problema psiquiátrico, Alzheimer ou Parkinson”.

A doença tem como característica a mudança radical no comportamento e problemas de linguagem que afeta mulheres a partir dos 50 anos de idade. É uma doença que não tem cura, por isso sua identificação precisa é de extrema importância, para que os médicos tratem os sintomas com as terapias corretas, e com os remédios que inibem a acetilcolinesterase, que são de indicação do Alzheimer e não tem efeito sobre a DFT.“Fazer o diagnóstico correto pode ser difícil. Os métodos atuais podem ser tomografias cerebrais muito caras, ou punções lombares invasivas, que envolvem a inserção de uma agulha na medula espinhal. Portanto, é animador que sejamos capazes de fazer o diagnóstico correto de maneira fácil e rápida, com um procedimento não invasivo”, explica a pesquisadora.

A estimulação magnética transcraniana EMT, uma nova técnica realizada nos pacientes, consiste em colocar uma bobina eletromagnética grande no couro cabeludo, e o aparelho estimular as células nervosas através de correntes elétricas. Foram 79 pessoas com suspeita de Alzheimer, 61 pessoas com suspeita de DFT e 32 pessoas da mesma idade que não apresentavam sintomas de demência, conduzidas aos testes para realização da pesquisa utilizando o EMT, onde os cientistas mediram a capacidade cerebral de conduzir sinais elétricos em diferentes circuitos.

Pessoas com a doença de Alzheimer apresentavam problemas especialmente em um determinado tipo de circuito, e os pacientes com DFT apresentavam em outro tipo de circuito de acordo com a descoberta científica. Através dessa pesquisa os cienticistas conseguiram diferenciar a DFT do Alzheimer com até 90% de precisão, 87% entre Alzheimer e cérebros saudáveis e 86% de DFT e os cérebros saudáveis. Os resultados foram bons, e os testes foram realizados apenas em pessoas com formas suaves da doença, segundo os autores do estudo com precisão dos resultados em comparação aos 2 grupos de paciente.

Os testes foram comparáveis aos de tomografia por emissão de pósitrons, onde também se utiliza fluidos da medula espinhal através de pulsões lombares.“Se nossos resultados puderem ser replicados em estudos maiores, será muito emocionante. Os médicos poderão logo ser capazes de diagnosticar a DFT de forma rápida e fácil com esse procedimento não invasivo. Essa doença infelizmente não pode ser curada, mas pode ser administrada – especialmente se for diagnosticada precocemente”, de acordo com Barbara.

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