Conhecendo o presidente da JHSF, o executivo José Auriemo Neto

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José Auriemo Neto

Poucos executivos são tão compenetrados com o trabalho quanto José Auriemo Neto. O presidente do conselho administrativo da JHSF acorda cedo logo depois das 8 da manhã já está em seu escritório, em um edifício na Rua Amauri, no bairro do Itaim. E lá fica até as 9 da noite, às vezes até mais tarde, quando é preciso encontrar algum investidor.

Pouco costuma tirar férias e quando o faz, aproveita para para marcar entrevistas e encontro com lojistas e outros empresários. Até mesmo os sábados ele reserva para o trabalho e muitos são os domingos que tira um tempo para sobrevoar de helicóptero terrenos que podem render bons negócios.

Em seu tempo livre, gosta de passar o tempo com a família ou jogar golfe, esporte que costuma praticar com os amigos. “Jogo umas duas vezes por mês”, diz José Auriemo Neto, que completa dizendo que alguns amigos chegam a ter handicap 12, mas eles costumam jogar mais de uma vez por semana.

Desde a infância, Zeco como é chamado pelos amigos e familiares, demonstrou sinais de inquietude.Desde cedo já queria participar das decisões e esperava as férias para trabalhar na empresa do pai, Fábio Auriemo. Nessa época José Auriemo Neto acompanhava o pai nas reuniões, sempre quieto e prestando atenção. O tempo foi passando e passou a se arriscar em desafios maiores até ser chamado para trabalhar em áreas como orçamento e obras.

Chegou a cursar a faculdade de engenharia, na Fundação Armando Álvares Penteado (Faap), mas abandonou o curso no quarto ano, mesmo com a recusa dos pais. Seu primeiro emprego foi com 17 anos, na área de serviços. Foi aí que criou a divisão de administração de estacionamentos da empresa. De acordo com ele, apesar de ser filho do dono não teve moleza. “Nunca gostei de estudar. Queria trabalhar”, diz o executivo. “As pessoas dizem que sou precoce, mas não concordo”, conclui.

O Parque Cidade Jardim

Um dos principais projetos idealizados pelo executivo foi o residencial Parque Cidade Jardim. O complexo reúne apartamentos, escritórios, shopping e um hotel da rede Fasano. A ideia de José Auriemo Neto é que os moradores pudessem se divertir, trabalhar e consumir sem ter que sair de carro, se livrando do caos do trânsito e a insegurança de São Paulo.

Mas antes era preciso convencer o pai que a região escolhida, próximo a Marginal Pinheiros no centro de São Paulo, poderia receber um empreendimento desse porte. Zeco falou que a entrada da área residencial poderia ser feita por trás da marginal e assim recebeu o aval para iniciar o projeto.

Antes era preciso adquirir o terreno da Eletropaulo, que custou R$ 50 milhões, adquirir licenças para a construção e retirar algumas famílias que criaram uma favela no lugar. Feito isso começaram as obras. As primeiras unidades foram entregues em 2006. Um apartamento de 240 m² foi vendido por R$ 2 milhões. Era o mais em conta e o mais caro custou R$ 16,6 milhões, uma cobertura tríplex de 1,8 mil m².

O empreendimento rendeu a JHSF 1,78 bilhão de reais, mostrando que o crivo de José Auriemo Neto funciona.