Conheça um pouco mais do Desafio Bonn – por Rodrigo e Michel Terpins

Em 2011 foi criado o Desafio Bonn, um esforço entre vários países objetivando a recuperação de áreas devastadas, devolvendo sua paisagem florestal. A ideia é restaurar mais de 150 milhões de hectares de áreas degradadas ou desmatadas até o final de 2020, além de uma extensão maior, de 200 milhões de hectares até o fim de 2030.

O desafio tem esse nome porque foi firmado na cidade alemã de Bonn. Na ocasião participaram representantes de vários países, inclusive da América Latina e Caribe, cujos governos firmaram o acordo para restaurar 20 milhões de hectares, a chamada 20×20. Quem reporta a notícia são Rodrigo e Michel Terpins, sócios da companhia de reflorestamento ambiental Floresvale.

A restauração ecológica é refere-se ao processo de ajuda à recuperação de um ecossistema degradado ou destruído. O intuito é dar ao ecossistema as condições de seguir seu rumo natural, incluindo as mudanças climáticas.

Panorama mundial

Estimativas mostram que existem mais de 2 bilhões de hectares de áreas degradadas em todo o mundo. Trata-se de uma extensão que supera o território da América do Sul. A maior parte destas terras estão localizadas em áreas temperadas e tropicais.

Michel Terpins cita a fala de Bethanie Walder, diretora executiva da Society for Ecological Restoration. Segundo ela, investir na recuperação ecológica é uma ótima opção do ponto de vista econômico e ambiental.

Rodrigo e Michel Terpins também citam os dados do WRI – World Resources Institute (WRI) cuja estimativa é de a iniciativa 20×20 já recebeu US $ 1,15 bilhão, que podem trazer retornos econômicos de US$ 23 bilhões nos próximos 50 anos. Esse montante representa cerca de 10% do valor das exportações de alimentos na região.

Além disso, durante esse período o programa é capaz de tirar da atmosfera quase cinco gigatoneladas de CO2.

O papel do Brasil

O Brasil participa do com uma contribuição voluntária para recuperar e reflorestar 12 milhões de hectares até 2030 para o Desafio Bonn e mais 5 milhões de hectares de áreas utilizadas para pastagens até 2020 pela Iniciativa 20×20, reproduz Michel Terpins.

Recuperar essas áreas é indispensável para suavizar os efeitos das mudanças dos sócios. É algo fundamental para reverter a perda da flora e fauna, bem como os serviços ecossistêmicos necessários para a manutenção da biodiversidade. Daí a razão dos principais acordos como as Metas Aich da Convenção sobre Diversidade Biológica e Acordo de Paris exigirem a restauração ecológica.

Michel Terpins cita a fala da diretora da WRI, Rachel Biderman, “restauração florestal, reflorestamento e regeneração natural são um caminho para o Brasil alcançar grandes reduções nas emissões para o Acordo de Clima de Paris”.

A Floresvale

A Floresvale Reflorestamento nasceu em 2009 como iniciativa para o manejo de florestas de eucalipto destinadas à serraria no Vale do Paraíba, situada entre os estados Riode Janeiro, Minas Gerais e São Paulo.

É uma companhia que desenvolve um polo madeireiro sustentável que inclui mais de 4.000 hectares de florestas manejadas. Trata-se de uma empresa que gera empregos e oportunidades, visando o aproveitamento do potencial ecológico da região.

Conheça mais sobre a Floresvale acessando o site http://floresvale.com.br/