Com bagagens despachadas sendo cobradas preço de passagens áreas aumentaram

De acordo com a Anac, os únicos países que permitem o passageiro levar pelo menos uma única mala em um voo sem pagar são o México, Rússia e Venezuela. O fato incentivou o setor a mudar a sua política de bagagem prometendo o benefício de baratear o custo final da passagem aérea no Brasil.

Dados de pesquisas indicam que os preços finais de um voo não tiveram a redução esperada, ao contrário, houve um aumento no preço desde que as companhias passaram a cobrar pela bagagem despachada. De acordo com dados da FGV, entre junho e setembro, a alta atingiu 35,9%. No levantamento do IBGE, o preço elevado chegou a 16,9%.

Inicialmente as mudanças na cobrança das bagagens geraram uma confusão por parte dos passageiros. Muitos foram surpreendidos com os preços calculados, enquanto as empresas afirmavam que as informações sobre os padrões de cobrança estavam na página da companhia. No entanto, vários viajantes foram pegos de surpresa com a alteração.

Agora o valor cobrado nas passagens aéreas é um assunto de discussão entre o governo federal e as empresas do ramo. O Ministério da Justiça realizou uma verificação sobre um estudo da Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear) que afirmou uma tendência de queda nos preços das passagens nos meses passados. O estudo aponta um recuo de 7% a 30% nas rotas domésticas das empresas que passaram a cobrar a mala despachada (Azul, Gol e Latam).

Existe uma divergência nos números da FGV e do IBGE. A queda é constatada apenas no mês de agosto, com uma redução de 2,07% e 15,16%, respectivamente. Calcular precisamente o preço médio das passagens áreas é uma tarefa complexa que envolve diferentes fatores, isso explica a diferença percentual entre as duas pesquisas. A metodologia usada para estimar as passagens pela Abear está sendo questionada pelo Ministério da Justiça.

Antes de ser aplicada, a cobrança de malas no ramo aéreo foi averiguada pelo Ministério Público Federal em São Paulo, pois o cenário do setor no país apresenta pouca competitividade para tarifas baixas. A Anac comentou que ainda é cedo para conclusões sobre o valor das novas tarifas com somente quatro meses da implementação da mudança.