Acidente com avião da TAM faz 10 anos

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Há 10 anos, a cidade de São Paulo anoitecia em choque. Um avião, saído de Porto Alegre às 17h16min, chocou-se contra um prédio nas proximidades da pista de pouso do aeroporto de Congonhas, na capital paulista, pegando fogo e deixando 199 vítimas (187 passageiros e 12 pessoas que estavam em solo). Na ocasião, o Airbus A320, voo JJ 3054 percorreu toda a pista, virou à esquerda e passou por uma avenida antes de bater no prédio, que era um depósito da TAM.

O acidente, que é o maior em matéria de aviação já ocorrido no Brasil, completou 10 anos no último dia 17 de julho. Neste aniversário de uma década do desastre, percebe-se que ninguém foi responsabilizado pela Justiça; a Polícia Federal, após dois anos e meio de investigação, exauriu posicionamento no sentido de que não haveriam culpados, haja vista a ausência do nexo de causalidade entre o que ocorreu e possíveis falhas de pessoas que tinham responsabilidade sobre o espaço aéreo, o avião ou o aeroporto. Já o Ministério Público Federal chegou a denunciar três pessoas – Marco Aurélio dos Santos de Miranda e Castro, diretor de segurança de voo da TAM; Alberto Fajerman, vice-presidente de operações da aérea; e Denise Abreu, diretora da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) – que, entretanto, foram absolvidas em junho deste ano pelo TRF, ainda cabendo recurso ao STJ ou STF.

Neste ínterim, a conclusão a que os órgãos responsáveis chegaram foi a de que o acidente se deu por ocasião de erro de algum dos pilotos do Airbus A320. Informações da época do ocorrido trazem informações desencontradas, como a suposição de que o copiloto teria assumido o voo um pouco antes da queda, em troca ocasionada pelo desespero dos profissionais quando perceberam que a situação era de risco. Outrossim, o piloto imediatamente anterior ao acontecido teria feito procedimento não recomendado após o pouso do avião – não teria deixado um dos manetes na posição reverso, quando a orientação é que os dois fiquem desta forma -, tendo o acidente sido causado pela falta da pecerpção do fato pelos comandantes do voo Kleyber Lima e Henrique Stefanini di Sacco.

O certo é que deve haver a análise por parte dos órgãos competentes a fim de determinar efetivamente de quem é a real culpa no acidente. Afinal, aos familiares de 199 vítimas só resta a saudade.

Informações da época e relativas ao aniversário de uma década podem ser encontradas no portal G1.